Palestra: Relação Professor e Aluno nas Artes Marciais Japonesas

Sob organização da Associação de Kendô de Vitória (Katidoki) e a Budô Kenkyukai (Grupo de Estudos em Budô – CEFD/UFES), será realizada a palestra: “Relação Professor e Aluno nas Artes Marciais Japonesas – Relatos de um Brasileiro Vivendo no Japão”.

Data: Terça-feira (24/10) de 17:00 às 18:30 hrs
Local: Mini-auditório do CEFD

Palestrante: Alexandre Uda
– 5º Dan em Iaidô (Moso Jikiden Eishin Ryu)
– Faixa marrom Karatê (Shotokan)

Praticante de Iaidô no Japão desde 1997, Alexandre Uda foi aluno do sensei Oshita Massakazu (8º Dan Kyoshi) de 1997 até 2013. A partir de 2013, mudou de cidade e passou a praticar Iaidô com o sensei Maeda Toshikazu (7º Dan Kyoshi).

*** Não é necessária inscrição prévia para o evento.
*** Para os alunos do CEFD será emitida declaração de participação.


No dia 24 de outubro de 2017 recebemos o Alexandre Uda no auditório do Centro de Educação Física da UFES para uma palestra sobre Relação Professor e Aluno nas Artes Marciais Japonesas. O que eu esperava ser uma palestra foi um agradável relato de experiência dele com um auditório pequeno, poucas pessoas, todos os olhares voltados para o homem que mudou sua vida para outro mundo, numa cultura tão diferente e incrivelmente rica.

Ele compartilhou conosco suas percepções para além da cultura e do acolhimento dos japoneses em relação aos ocidentais, falou-nos acerca dos modos de ser professor/aluno de artes marciais no Japão. Sou professora e compreendo que muito de nossa postura em sala de aula está ligado aos nossos valores, referências ideológicas e escolhas metodológicas, mas, para mim, o que de mais precioso ficou do relato do Alexandre é que os dois senseis que ele encontrou (um muito tranquilo e didático e o outro mais rígido e até impiedoso) são partes de uma mesma lição que precisava ser aprendida por ele ao chegar ao Japão. Ele, sendo professor, é também aluno e desliza com sabedoria entre esses distintos lugares de poder; ensina e aprende no Dojo que também é família.

Muito em minha vida mudou quando fui encontrada pelo kendo. Minha forma de pensar meu corpo, seus usos, o respeito pelo outro, pelas tradições orientais, embora tenha um filho praticante de judô desde os 4 anos, não conseguia perceber o “caminho suave” que ele encontrava nessa prática. Ouvir o Alexandre naquela tarde foi uma experiência para além de um simples compartilhar de alguém que conhece ou vive em outro país, outra cultura. Foi a experiência de um ocidental que se permitiu ser acolhido e aprender, com humildade e determinação. Mais uma peça que adiciono ao meu processo como praticante e descobridora das artes marciais. Minha gratidão.

Dianni P. de O.
Arte Educadora, Mãe e Mestra em Educação e Linguagens

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